Cine B2 | O Espetacular Homem-Aranha

Por Rafael Spinelli

Ainda não viu? Então essa é a dica para esta semana.

 

 

Esse mês eu volto ao mundo dos Super-Heróis (leia a crítica do filme Os Vingadores), dessa vez seguindo a onda de reboots, falando do filme do herói aracnídeo da Marvel: O Espetacular Homem-Aranha.

Depois de três filmes dirigidos por Sam Raimi e com Tobey Maguire na pele do herói, a Sony Pictures decidiu recomeçar tudo, com um novo arco de história. Sai Sam Raimi e entra Marc Webb… sai Tobey Maguire e entra Andrew Garfield… sai Mary Jane Watson (Kirsten Dunst) e entra Gwen Stacy (Emma Stone)…entre outras trocas.

A princípio, a recíproca é a mesma: Peter Parker (Garfield) é picado por uma aranha radioativa e vira o grande herói. Porém, como já disse, a história e personagens mudam, além de toda a narrativa.

Nesse novo roteiro, o interesse amoroso de Parker passa a ser Gwen Stacy (Stone), colega de sala de Peter e estagiária do Dr. Curt Connors na OSCORP CORPORATIONS. Connors, interpretado por Rhys Ifans, agora possui papel de destaque e transforma-se em um vilão muito interessante: o Lagarto.

Além disso, o filme traz uma questão não explorada pela antiga trilogia: o passado dos pais de Peter. Ao longo do filme fatos vão sendo mostrados, mas não vou falar muito para não estragar o filme.

Fazendo uma breve análise para evitar spoilers, o filme de Marc Webb é bem mais humano se comparado ao de Sam Raimi. Mas como isso é possível? As motivações e emoções dos personagens são próximas da realidade e podemos ver situações do filme em nós mesmos! Peter, ao ser picado pela aranha, ganha mais reflexos, força e o sentido aranha, que são coisas imaginárias, mas não possui teias saindo do seu braço. Ele faz um aparelho que solta teias. E as atuações de Garfield, Stone, Ifans e cia ajudam muito na humanização da produção.

O que aborrece no filme, em minha opinião, são as coincidências. Tudo está ligado nessa palavra e é aí que o filme perde realismo. O roteiro é encaixado em coincidências e parece um pouco de falta de esforço dos roteiristas.

Se o filme é fiel com as HQ’s? Prefiro não entrar nesse mérito, já que não sou um exímio conhecedor das mesmas, mas caso você não seja muito ligado nisso, o filme é diversão garantida e vale cada centavo gasto no ingresso. Se você é fã, pode não gostar de algumas coisas.

Para finalizar, realmente é difícil não comparar o reboot com a trilogia original. Durante o filme você fica lembrando, pensando, mas são dois filmes diferentes, com suas visões e cada um com seu mérito (tirando a terceira parte da trilogia, que é horrível). Talvez a proximidade deles ajude a criar essas comparações, mas não vai fazer com que o público desista de ver.

E, como já é de praxe, há uma cena pós-créditos!

Rafael Spinelli é atendimento do Circuito Universitário na B2.

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